DESENVOLVIMENTO REGIONAL: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A DESIGUALDADE ESTRUTRAL E NOVOS OLHARES PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DAS REGIÕES CAPIXABAS

Resumo: A instalação e aprofundamento das principais características de uma economia urbana e industrializada – em substituição àquelas que caracterizavam uma economia rural e agrícola-exportadora - foi possível, no caso capixaba, a partir das ações, projetos e políticas implementadas inicialmente no Governo de Christiano Dias Lopes (1967/71), de Arthur Carlos Gerhardt Santos (1971/75) e também nos que os sucederam.
Com isso instaurou-se uma lógica econômica concentradora na Região Metropolitana. Sendo inerente ao modelo implantado – e aprofundado ao longo dos anos que se seguiram – as demais regiões do estado assistiram sua dinâmica econômica “vazar por entre os dedos” perdendo relevância em detrimento da região central do estado.
Passados cerca de cinquenta anos daquelas primeiras ações (cujos os resultados superaram, em muito, mesmo as previsões otimistas à época) e, considerando todas as ações e políticas sequenciais àquelas, alguns elementos podem ser facilmente constatados sobre a dinâmica regional da economia capixaba:
I – O estado se tornou refém de sua própria lógica de crescimento
O estado, em certo sentido, se tornou refém do próprio modelo econômico implantado e de uma lógica específica de crescimento econômico. Isso tem se refletido numa incapacidade de pensar / vislumbrar / construir novas trajetórias de desenvolvimento e que sejam distintas daquelas que foram desenhadas e implementadas no período em torno da década de 1970.
II – As políticas de dinamização econômica do interior apresentaram poucos resultados
O acompanhamento sistemático das principais variáveis econômicas ao longo do tempo deixa claro que essa concentração ainda aparece como tendência firme – fortemente atrelada ao modelo econômico capixaba – e que os instrumentos desenhados se apresentaram como insuficientes para reverter essa tendência.
III - O aprofundamento da desautonomia relativa
O termo “desautonomia relativa” do Estado foi cunhado nos anos 1970 para demonstrar que, a partir da instalação dos Grande Projetos, o estado capixaba não teria mais condições de, por ele próprio, conduzir e influenciar diretamente o seu próprio processo de crescimento e desenvolvimento econômicos.

Data de início: 2016-05-05
Prazo (meses): 24

Participantes:

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Coordenador Ednilson Silva Felipe
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